por Victor França
publicado em: 20/07/2020
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| Imagem: Diego Takamatsu |
O fascismo é uma ideologia política descrito muitas vezes como sendo de extrema-direita, que se desenvolve em regimes autoritários com a centralização do poder no líder do governo. Os regimes fascistas são tradicionalistas, portanto, acreditam que civilizações da antiguidade detinham todo o “conhecimento de mundo”, eles controlam os meios de comunicação de massa e defendem que qualquer crítica ao governo deve ser eliminada mediante uso da violência e do terror.
Para entender o surgimento do fascismo, temos que voltar a Europa do século XX, principalmente na Itália, porque depois da sua derrota na primeira guerra, o país entrou em uma profunda crise socioeconômica, e havia um receio da população de que fosse implementado uma revolução proletária assim como foi na Rússia em 1917, por Lenin.
Esse medo da população deu ascensão para um governo ultranacionalista e autoritário, além da militarização e centralização da política. O fundador da corrente ideológica fascista foi Benito Mussolini, ditador totalitário na Itália, seus pensamentos (que perduram até os dias atuais) não acreditam em igualdade e priorizam uma divisão entre ‘fracos’ e ‘fortes’, além do mais defendem um controle total do Estado na vida das pessoas.
O fascismo prega que judeus, negros, LGBT’s e apoiadores da esquerda devem ser eliminados, porque pensam que são uma raça superior e imbatível. Mas não foi exclusividade só na Itália, outros regimes também adotaram (e adotam) essa linha de pensamento como foi o caso do salazarismo, em Portugal; o franquismo, na Espanha e o Nazismo da Alemanha, o próprio Hitler era um admirador de Mussolini e a partir daí começou a aliança Nazifascista do Período entreguerras.

Tomando essas informações como base para o atual Brasil, percebemos que algumas ideologias e grupos políticos do país se aproximam dessa linha de pensamento, e esse é o caso do bolsonarismo que tem como aliado grupos neofascistas com cunho autoritário e militar, estou falando especificamente do ‘300 do Brasil’. Esse grupo paramilitar tem várias pautas absurdas, que são defendidas inclusive pelo presidente da República, e essas pautas são, por exemplo, pedidos para impeachment dos ministros do supremo; armamento para os cidadãos e a ‘ucranização’ do país, ou seja, militarização política e social, a líder desse grupo é conhecida como Sara Winter.

Não é de hoje que esses movimentos ocorrem no país, desde a saída da presidente Dilma Rousseff, a polarização política que pregava (e prega) o ódio só cresce e dá espaço para o autoritarismo e a discriminação das mesmas minorias que eram perseguidas no antigo fascismo. Por isso que não devemos ficar quietos e devemos combater esse tipo de pensamento!





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