Por Roberta Bastos
Publicação original: 07/08/2020
| Imagem: Diego Takamatsu |
A violência contra a mulher é um problema que há muito tempo deve ser combatido no Brasil. Segundo uma pesquisa do G1, em 2018 foram mais de noventa e duas mil ligações para a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência — o Disque 180.
Contudo, esse dado é alarmante, mostrando que ao passar dos anos muitas mulheres ainda estão sendo vítimas por diversos tipos de violência, afetando a sua integridade física e mental.
Nesse contexto, pode-se destacar dois aspectos que fazem-se relevantes: as raízes históricas e ideológicas que persistem na sociedade brasileira.
Primeiramente, na Grécia Antiga, as mulheres não eram consideradas cidadãs. Portanto, não tinham o poder de exercer direitos jurídicos juntamente aos homens. As mulheres eram impostas a função de cuidar do lar, dos filhos e de obedecer o seu marido a qualquer custo.
No entanto, no Governo Vargas, em 1932, foi adquirido o direito ao voto para as mulheres, um marco histórico, porém nos anos atuais ainda persiste a desigualdade de gênero.
Dessa forma, as mulheres ainda são tratadas como um ser inferior pela população, principalmente no ambiente familiar, no mercado de trabalho, onde não existe igualdade de salário, e em outros diversos âmbitos.
Esse pensamento ainda persistem na sociedade brasileira, e é fruto das raízes históricas existentes.
Por conseguinte, a ideologia de superioridade do gênero masculino em detrimento do feminino reflete no cotidiano.
Devido a isso, as mulheres são vistas como submissas aos homens, objetificadas e apenas vistas como fontes de prazer.
Mediante a isso, muitas mulheres são ensinadas ainda jovens a dependerem dos seus maridos, servir-los, serem “recatadas e do lar”, contrariando totalmente o direito da mulher de ser livre em suas escolhas.
Dessa maneira, se constrói a cultura do medo, onde as mulheres sentem receio em se expressar, por medo de sofrer algum tipo de violência física ou psicológica do seu companheiro que tem o comportamento violento, e de procurar ajuda quando já sofreu ou se está sofrendo algum tipo de violência.
Em virtude dos fatos mencionados, medidas são necessárias para realizar a mudança deste percurso.
Desse modo, o Ministério dos Direitos Humanos e Mulher deveria promover palestras e campanhas para todas as idades, conscientizando sobre a igualdade de gênero e a violência contra a mulher,juntamente com
o movimento feminista e sociedade civil, mas isso não é possível, pois atualmente o Brasil vive uma era sombria, onde o conservadorismo massacra a evolução da luta feminina.
As mídias sociais devem utilizar a propagação de informações para promover campanhas para a denúncia de agressão contra a mulher, informando a população sobre a Delegacia da Mulher, a Lei Maria da Penha e o Disque-180.
Dessa forma, as mulheres estarão sendo acolhidas, estará conscientizando a população sobre o assunto. Assim, a sociedade estará combatendo a violência contra a mulher e alcançando a igualdade de gênero.
Hoje no Brasil, não se pode contar com atitudes governamentais para essa luta, mas não podemos esmorecer.


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